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sexta-feira, 3 de julho de 2015

7 frases budistas que vão mudar a sua vida


Muitos de nós costumamos nos referir ao budismo mais como uma filosofia de vida do que como uma religião. 
O budismo é uma das religiões mais antigas que existem, e ainda é praticada por cerca de 200 milhões de pessoas em todo o mundo.
Qual é o segredo desta filosofia?

A simplicidade de como são transmitidas mensagens cheias de sabedoria, que permitem realmente melhorar nossa qualidade de vida, é o que faz com que essa filosofia ou religião perdure ao longo do tempo e continue ganhando seguidores.

Para entendê-la e abraçar seu verdadeiro significado, não precisamos nos tornar seguidores da religião. Somente precisamos abrir nosso coração e nossa mente, mantendo sempre a esperança.

Hoje apresentamos a vocês as melhores frases budistas que vão mudar a sua vida:

– A dor é inevitável, o sofrimento é opcional. Levando em consideração que as pessoas só podem nos machucar se souberem ao que damos importância, evitar o sofrimento inútil pode consistir, simplesmente, em dar um passo para trás, em se desligar emocionalmente e ver as coisas sob outra perspectiva.

Isso requer prática e tempo, mas vale a pena carregar consigo este grande aprendizado. Como guia, outra frase budista nos dá uma pista de como começar: “Tudo o que somos é resultado do que pensamos; 
está baseado em nossos pensamentos e está feito deles”.

– Alegre-se porque todo lugar é aqui e todo momento é agora. Costumamos pensar apenas no passado ou estar excessivamente preocupados com o futuro. Isso nos impede de viver o momento e faz com que nossas vidas passem sem que tenhamos consciência disso. O budismo nos mostra o aqui e agora. Portanto, devemos aprender a estar plenamente presentes e desfrutar cada momento como se fosse o último.

– Cuide de seu exterior tanto quanto cuida de seu interior, pois tudo é um só. Para encontrar um verdadeiro estado de bem estar, é imprescindível que a mente e o corpo estejam em equilíbrio. Não nos concentrar muito no aspecto físico e, reciprocamente, no aspecto interior, nos ajudará a nos sentir mais plenos e conscientes do aqui e do agora, facilitando, assim, uma plenitude emocional mais valiosa.

– Vale mais a pena usar chinelos do que cobrir o mundo com tapetes. Para encontrar nossa paz interior, precisamos ser conscientes dos nossos potenciais pessoais e aprender a dosá-los, assim como nossos recursos. Desta forma, viveremos um verdadeiro crescimento e evolução.

– Não machuque os outros com o que te causa dor. Essa frase é uma das máximas do budismo, e nos permite eliminar quase todas as leis e mandamentos morais atuais em nossa sociedade. Tendo um significado parecido com o da frase “não faça com os demais o que não gostaria que fizessem com você”, esta quinta reflexão vai muito além, já que consiste em um profundo conhecimento de nós mesmos e numa grande empatia para e com os demais.

– Não é mais rico aquele que mais tem, senão aquele que menos necessita. Nosso desejo de ter sempre mais, tanto no plano material, como no emocional, é a principal fonte de todas as nossas preocupações e desesperanças. A máxima do budismo se baseia em aprender a viver com pouco e aceitar tudo aquilo que a vida nos dá no momento. Isso nos proporcionará uma vida mais equilibrada, reduzindo o estresse e muitas tensões internas.

O fato de desejar mais coisas a todo o tempo indica somente falta de segurança, e mostra que nos sentimos sós e que precisamos preencher estes vazios. Sentirmo-nos a vontade com nós mesmos nos permite deixar para trás a necessidade de não ter que demonstrar nada.

– Para entender tudo, é preciso esquecer tudo. Estamos, desde pequenos, imersos numa contínua aprendizagem. Na infância, nosso mapa mental ainda não está desenhado, o que nos faz sermos abertos a “tudo” e à capacidade de entender qualquer coisa, pois não sabemos julgar.

Mas a medida em que crescemos, nossa mente se enche de restrições e normas sociais que nos dizem como devemos ser, como devem ser as coisas, e como devemos nos comportar, inclusive o que devemos pensar. Nos tornamos inconscientes de nós mesmos, então nos perdemos.

Para mudar e ver as coisas sob uma perspectiva mais saudável para nós, precisamos aprender a nos desligar das crenças, dos hábitos e das ideias que não provêm do nosso coração. Para isso, esta frase budista servirá para começar o processo: 
“No céu não há distinção entre leste e oeste, são as pessoas quem criam essas distinções em sua mente e então acreditam ser a verdade”.

Juliana Martinez

domingo, 28 de junho de 2015

Libertar o papel da zeladora emocional (Vale a pena ler)


Despertar para o nosso poder total é um processo de subtracção - subtrair as mensagens tóxicas e crenças que vamos adquirindo e substitui-las por crenças que reflectem a nossa verdade autêntica e pura.

Este processo de subtrair os nossos padrões e crenças pode levar anos, mas é uma viagem que vale a pena. Infelizmente, não há nenhum atalho ou forma de acelerá-lo. Isto porque, enquanto atravessamos este processo confuso e doloroso, o nosso coração está sendo refinado e "amaciado" para ser uma casa mais espaçosa para o Divino dentro de nós, para o Divino se manifeste e viva através de nós; um veículo de verdadeira compaixão para ser expresso ao mundo.

As peças que gostaria de abordar são precisamente os passos que nos transformam em seres divinos que verdadeiramente somos na nossa essência.

A verdadeira compaixão requer um total reconhecimento do sofrimento - e não um afastamento dele. Lembro-me de um dia que em terapia finalmente me estava a permitir sentir o pleno da dor que eu carregava e a qual eu estava a evitar há anos. Enquanto sentia como se estivesse a ser rasgado o meu núcleo por este sofrimento e dor, eu tive um insight que mudou a minha visão do sofrimento. Foi justamente quando eu finalmente me permiti sentir a verdade total e peso da dor que eu estava a evitar, para que eu pudesse finalmente validar-me de uma forma que antes era impossível.

Um pensamento explodiu dentro de mim - "Claro que eu iria sentir esta dor, faz todo o sentido!" Eu era capaz de legitimar meus sentimentos de tristeza - e esta legitimação permitiu que a dor se transformasse num profundo alívio e paz. Tornou-se totalmente claro que as outras pessoas têm sempre uma razão para os seus sentimentos e ações, não importa o quão irracional ou fora da base nos possam aparecer. Senti em mim que todos merecem compaixão, porque todos nós, de alguma forma, sofremos por razões muito legítimas. Estamos todos no meio de uma grande transformação.

Ao permitir que fosse removido do meu coração uma dor que eu pensei que me iria matar, mais espaço foi criado dentro dele para oferecer amor - sentir amor - receber amor - para SER amor. Eu vi que o propósito da dor e do sofrimento é expandir nossa capacidade de amar. Não é um amor sentimental e superficial, mas um amor feroz - um amor que incessantemente busca e abraça a verdade.

Como crianças do sexo feminino, são-nos ensinadas certas coisas sobre o amor e as emoções. Principalmente nós somos condicionadas a ser "boas meninas", agradáveis, doces, educadas, tranquilas e convenientes, compreensivas, submissas e complacentes. Ensinados aos meninos que não devem chorar, enquanto que às meninas ensinamos que devem sentir todos os tipos de coisas, mas para expressar apenas os sentimentos "bons". Como mulheres, muitas de nós já se acostumaram a carregar o peso emocional daqueles que nos rodeiam, como forma de sobreviver e lidar com essa expectativa da sociedade. Isso pode manifestar-se pr sentirmos uma responsabilidade esmagadora para com a saúde emocional das nossas famílias e parceiros, juntamente com o esgotamento de não nos importarmos o suficiente de nós mesmas. Podemos até ser compensadoras aqueles que nos rodeiam e que estão distantes de suas próprias emoções.

Estamos geralmente concentradas no bem-estar dos outros, negligenciando o nosso próprio bem-estar.

À medida que desejamos viver de forma mais autêntica e em alinhamento com nossos desejos genuínos, o processo de subtracção começa. As crenças e padrões de "cuidar" e de peso de responsabilidade começam a fazer-nos sentir "apertadas" e desconfortáveis. Começamos a ver as situações e padrões aos quais estávamos a ceder o nosso poder, carregando o peso emocional dos outros, enquanto atenuamos os nossos próprios sentimentos para "manter as coisas juntas" ou "manter a paz". Começamos então a ter vontade de sentir a plenitude de quem somos e para realmente vivê-la! Com o tempo, pode transformar-se a partir de um simples desejo até a uma necessidade plena - a necessidade da tua alma viver de uma forma que é verdade e podes expressar quem tu és. Este é um desejo sagrado de viver em liberdade - como o amor que tu és.

Ceder deste papel pode criar conflitos com as pessoas das nossas vidas que estão acostumadas a que assumamos a função de "carregar" a relação. Coisas que estão desequilibradas ou que são unilaterais vai ficar abaladas e estimuladas à transformação.

Há uma diferença entre cuidar, amigo/familiar compassivo e o permitir-se ser a lixeira para os problemas emocionais dos outros.

Eu fui criada no tipo de família onde tudo parecia maravilhoso na superfície, mas o ar era nocivo com ressentimentos e uma raiva silenciosa. Como uma criança do sexo feminino que eu aprendi que eu era preciosa quando fazia todo o mundo feliz. Eu acreditava que se eu fosse realmente "boazinha" que iria resolver todos os problemas da família. Então eu fiz o meu melhor para ser sempre doce, amável, educada, silenciosa, alegre, optimista, compatível e agradável. Era uma maneira de me sentir no controlo do que sentia num ambiente muito inseguro onde eu não tinha controlo.

O ponto de viragem para mim como um adulta veio quando eu percebi que esse padrão ainda estava em funcionamento. Como mulher, eu ainda estava tentar fazer o meu melhor por ser uma "boa menina". Eu percebi que esse padrão nunca tinha resolvido os problemas da minha família. Eu percebi que ainda estava à espera por algum tipo de "recompensa" pelo meu trabalho duro de contorcer-me para agradar aos outros. Este foi um contrato tácito que tive com a minha família de origem e com o universo - "Se eu sou boa o suficiente, um dia, eu vou ser uma menina real! (não é uma boneca que sempre finge ser feliz.)"

Infelizmente, eu vi que estava a sacrificar-me na esperança de resgatar a minha família. Tive que enfrentar como me sentia indefesa em criança e que isso me levou a adoptar essa estratégia de sobrevivência da "boa menina" e "guardiã emocional/caixote de lixo emocional" para os outros.

Percebi a tristeza por todos os anos que passei esforçando-me e lutando para curar a minha família e provar o meu amor infinito e altruísta por eles. Foi colossal de ver que minha família era incapaz de me reconhecer ou de me ver da forma que eu queria, pois as suas próprias feridas não estavam cicatrizadas. Isso é culpa de ninguém, apenas uma forma de ser. este processo abriu-me para muita tristeza, raiva e, eventualmente, uma profunda compaixão por eles. Também me libertou para abraçar totalmente a mim mesma e minha vida.

É possível libertar-nos de papéis repressores e contratos não verbais

Eu descobri que existia um monte de contratos não verbais na minha família. Eu vi que minha mãe tinha um contrato tácito comigo, esperando que eu nunca a iria superar e agir sempre como sua terapeuta / conselheira. O meu pai tinha um contrato tácito, esperando que fosse eu a protegê-lo dos problemas de minha mãe, servindo como terapeuta dela e sua mediadora / pacificadora. Quando eu decidi que não iria fazer mais essas coisas, a minha família entrou em crise. A estrutura implodiu à medida que eu ia estabelecendo limites saudáveis e deixei de os proteger dos seus próprios problemas. Como a filha mais velha, foi impressionante perceber que eu tinha servido como a zeladora emocional da família. O desmantelamento da estrutura insalubre foi um processo doloroso, embora completamente necessário, para maior saúde de todos.

Algumas estruturas familiares são fortes e saudáveis o suficiente para tempestades como esta e alguns, infelizmente, não são.

O que as mulheres têm de se perguntar neste tipo de situação é: "a que custo?" O teu bem-estar emocional e físico não vale a pena o custo de proteger as pessoas (amigos OU familiares) dos seus próprios problemas que não estão empenhados em resolver ou reconhecer.

Tu não és responsável pelas emoções das outras pessoas

Liberando-te do papel de zeladora emocional para os outros é não somente um presente para ti mesma, mas também para os outros, mesmo que eles possam protestar quando confrontados com a necessidade de ter de volta a responsabilidade que eles tinham colocado em ti. Em última análise, este processo liberta a responsabilidade e a recompensa de volta para eles, para sua própria transformação, para a sua própria jornada. E isso coloca o teu próprio caminho à frente de tudo e no centro da tua própria vida.

Somos unicamente responsáveis por nós mesmas.
Enquanto há custos em se ser a zeladora emocional, tais como cansaço e a solidão, há também efeitos colaterais dos quais temos que estar disposta a abdicar, como uma sensação de controlo e de que somos necessárias ou valorizadas.

James Hollis, analista junguiano e autor, diz que o principal desafio em todas as relações, seja entre pais e filhos, ou entre parceiros de vida, é para honrar a "individualidade" do outro. O que isto significa é que é preciso a coragem de assumir a grandeza da nossa própria jornada sem pedir aos nossos filhos ou parceiros de suportá-la por nós. É o dom de honrar o "outro" na sua separação, sua "individualidade".

Parece paradoxal que a verdadeira intimidade é realmente possível quando possuímos totalmente a nossa própria separação e honra - devolvemos ao "outro" o seu direito de ser completa e totalmente responsáveis por si mesmos.

À medida que somos donos do nosso poder e libertar-nos do papel de zeladoras emocionais, libertamos os outros de possuírem o seu próprio poder.

Relacionamentos saudáveis são assentes num equilíbrio geral de dar e receber apoio emocional, de partilha mútua e de ouvir. Quando queremos viver o mais autênticas quanto possível, as relações nas nossas vidas que são as mais desequilibradas serão desafiadas a entrar em equilíbrio. Às vezes, o processo do desapego dos papéis desactualizados que temos jogado nas nossas vidas pode sentir-se como se estivesse a morrer, porque certos aspectos nossos estão a morrer, e outros mais autênticos, mais verdadeiros estão a surgir. É preciso coragem e uma bravura incrível para o nascimento em ti mesma desta autenticidade, separando quem realmente és, separando os padrões culturais e papéis que te foram sendo impostos ao longo do caminho. Lembra-te que não estás sozinha! Tal como tu te livras de papéis desactualizados, as mulheres em todo o mundo estão a fazer a mesma coisa! Quem tu realmente és, em toda a tua manifestação física, é uma oferenda para o mundo.
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Alguns exemplos de como libertar o papel da zeladora emocional:

. Não vás a correr para "resolver" os problemas ou "consertar" o sofrimento dos outros. Em vez disso, fica apenas presente junto deles;
. Saber quando parar de tentar se explicar para as pessoas que não são empenhadas em realmente ouvir o que tens a dizer;
. Deixar que os outros tenham as suas perturbações, em vez de te apressares para ir confortar, explicar ou pedir desculpas (especialmente se a perturbação delas teve em si mesmas);
. Permitir que as pessoas tenham os seus equívocos sobre ti sem sentires a necessidade compulsiva de corrigi-los e fazê-los entender quem és tu/de onde estás a vir, etc;
. Deixar para trás pessoas e situações quando é claro que elas não são para o teu bem maior (mesmo quando eles estão a pedir ajuda);
. Arrisca a desaprovação externa para fazeres as escolhas que sabes que no teu coração estão certas;
. Define limites com pessoas ou situações que querem mais do teu tempo e energia do que aquele que estás disposta a dar;
. Amar e validar a ti mesma e o teu corpo, as tuas ideias, os teus sentimentos, mesmo quando as outras pessoas não são capazes de te apoiar por causa de suas próprias feridas - sem fazeres com que a outra pessoa esteja errada.

Perguntas para fazeres a ti mesma:

. Já protagonizaste um papel de zeladora emocional para os outros?
Qual o papel que desempenhaste na tua família?
. Alguma vez sentiste a responsabilidade ou impulso para cuidares?
. Que contratos não verbais podem ainda estar a operar na tua vida? Entre ti e a vida? Entre ti e os membros da tua família?
. O que estás dispostas a fazer de diferente para resgatares o teu próprio poder e devolver aos outros o seu próprio poder, mesmo que seja doloroso ou desconfortável?

quarta-feira, 24 de junho de 2015

20 PENSAMENTOS QUE PODEM MUDAR A SUA VIDA- ECKHART TOLLE


“As pessoas não percebem que agora é tudo o que é, não existe passado ou futuro exceto como uma memória ou antecipação em nossas mentes” 
Eckhart Tolle 

1) O momento presente é a coisa mais preciosa que existe

As pessoas não percebem que agora é tudo o que é, não existe passado ou futuro exceto como uma memória ou antecipação em nossas mentes.
O passado te dá uma identidade e o futuro mantém a promessa de salvação ou de preenchimento na forma que for. Em ambos os casos o que temos é ilusório.

O tempo não é precioso de maneira alguma, 
porque é uma ilusão. 
O que você percebe como precioso não é o tempo mas o único ponto que está além do tempo: agora. Isto é de fato precioso. 
Quanto mais você estiver focado no tempo passado ou futuro mais você vai perder o agora, a coisa mais preciosa que existe.

Não deixe um mundo doente dizer pra você ter sucesso em outra coisa que esteja além do momento presente.
A maioria das pessoas nunca está presente completamente no agora, porque inconscientemente as pessoas acreditam que o próximo momento deve ser mais importante do que este. 
Mas assim você perde a vida inteira, que nunca 
é não-agora.

Assim que você começar a honrar o momento presente, toda a infelicidade e luta se dissolve e a vida começa a fluir com contentamento e facilidade. Quando você age a partir da consciência do momento presente, o que quer que você faça fica imbuído com um sentimento de qualidade, cuidado e amor mesmo a mais simples ação.

2) Aonde você estiver, esteja totalmente presente

Se você acredita que o aqui e o agora são intoleráveis e te trazem infelicidade, você tem três opções: 
retirar-se da situação, mudar a situação ou aceitá-la totalmente. Se você quer ser responsável por sua vida, você deve escolher uma dessas três opções, você deve escolher agora. Então aceite as consequências.

3) Sempre diga sim para o momento presente

A aceitação pode parecer um estado passivo, mas na realidade ela traz algo inteiramente novo para este mundo. Esta paz, esta vivência, é consciência.

Aceite depois aja. O que quer este momento presente contenha, aceite como se você tivesse escolhido. Sempre trabalhe com o momento e não contra o momento.

Sempre diga sim para o momento presente. 
O que pode ser mais fútil, mais insano do que criar uma resistência interna ao que já é? 
O que poderia ser mais insensato do que se opor à vida ela mesma, que é agora e sempre agora? 
Se renda. Diga sim para vida e veja como a vida instantaneamente começa trabalhar para você ao invés de contra você.

4)
Não leve a vida tão a sério

A vida não é tão séria como sua mente pode te fazer acreditar.

5) Quanto mais você se ligar às coisas de uma maneira negativa, mais obcecada com as coisas negativas sua mente vai se tornar

As pessoas tendem a focar mais nas coisas negativas do que nas coisas positivas.
Então a sua mente se torna algo obcecado com as coisas negativas, com preconceitos.
Culpa e ansiedade são produzidas por pensamentos a respeito do futuro e por aí vai.

6) Quando você reclama, você se coloca no papel de vítima

Reclamar é sempre uma não-aceitação do que é. Inevitavelmente carrega uma carga inconsciente negativa. 
Quando você reclama, vocês se transforma em uma vítima. 
Quando você fala alto, você está no poder. Então mude a situação e tome alguma atitude, ou deixe a situação ou aceite-a. Tudo mais é provavelmente uma loucura.

7) Existe uma linha fina entre honrar o passado e se perder nele

Por exemplo, você pode se conscientizar e aprender a partir dos erros que você cometeu, então se mover e mudar o foco para agora. Isso é chamado de se perdoar.

Deixar ir requer força e muita coragem. Muitas vezes deixar as coisas ir é um tipo maior de grandeza do que se defender ou agarrar-se à situação.

8) Você é um ser humano não um ser-fazendo
Na pressa do nosso dia a dia, todos nós pensamos demais, desejamos demais, buscamos demais e esquecemos de apenas apreciar o ser.

9) Pare de se definir e definir os outros

Se definir através do pensamento é limitar você mesmo. 
Pare de se definir para você mesmo ou para os outros. Você não vai morrer. Você vai se abrir à vida. 
E não se preocupe com que os outros possam definir você. Quando eles se definem, eles estão limitando a si mesmos, então é problema deles.

Sempre que você interagir com outras pessoas, não esteja lá primeiramente como uma função ou um papel, mas dentro da consciência da presença do momento presente. Você sempre pode perder alguma coisa que você tem, mas não pode perder alguma coisa que você é.

Uma vez que você esteja identificado com alguma forma de negatividade, você talvez não queira deixar de ir (as coisas negativas) em um nível inconsciente profundo, você não quer uma mudança positiva. Isto poderia ameaçar a sua identidade como uma pessoa deprimida, uma pessoa com raiva ou difícil de lidar. Você então vai ignorar, negar ou sabotar os aspectos positivos de sua vida. Este é um fenômeno comum. 
É também algo semelhante a uma loucura.

10) Aonde houver verdadeiro amor, não há ego

Um relacionamento genuíno é aquele que não é dominado pelo ego com a sua busca incessante de criar uma imagem e uma definição dos outros. Em um relacionamento genuíno, existe o estado de abertura, de atenção alerta para a outra pessoa na qual não existe nenhuma busca realmente.

11) O que você lutar contra, vai aumentar e o que você resistir, vai persistir

Oferecer não-resistência à vida é estar em um estado de graça, de facilidade e de brilho.
Esse estado então é não-mais-dependente das coisas ficarem de um certo jeito, bem ou mal.

Pode parecer paradoxal, mas no momento em que sua dependência da forma vai embora, a condição geral da sua vida, as formas externas, tendem a melhorar enormemente. As coisas, as pessoas, as condições que você pensava que precisava para sua felicidade agora chegam até você sem luta ou esforço da sua parte, e vocês está livre para apreciar enquanto durarem.

Todas essas coisas, é claro, vão passar, ciclos vão começar e terminar, mas sua não-dependência tratará de não trazer mais medo ou perda. A vida flui com facilidade.

12) O que quer que você lute contra nos outros, você vai fortalecer em você

Qual quer coisa que você recente luta fortemente contra em um outro encontra-se também em você.

13) Poder sobre os outros é fraqueza disfarçada como força

Poder sobre os outros fraqueza disfarçada como força.
O verdadeiro poder está dentro, está disponível pra você agora.

14)
Todo e qualquer vício começa com dor e termina com dor

Qualquer vício começa a partir de uma recusa inconsciente para enfrentar e lidar com sua própria dor. Todo e qualquer vício começa com dor e termina com dor. Qualquer que seja a substância que você é viciado em álcool, comida, drogas legais e ilegais, ou uma pessoa você está usando algo ou alguém para encobrir a sua dor.

15) Busque viver autenticamente

Interações humanas autênticas se tornam impossíveis quando você perde a si mesmo em um papel.
Viver para manter uma imagem que você tem de você mesmo ou uma imagem que os outros tem de você é viver uma vida inautêntica.

16) Desejar é a antítese da felicidade

Não deseje a felicidade.
Se você desejá-la, você não vai encontrar, porque desejar é a antítese da felicidade.
Existe uma diferença entre a felicidade e a paz interior? 
Sim.
A felicidade depende das condições que são percebidas como positivas; e a paz interior não depende dessas condições.

17) A mente é um instrumento incrível se usado corretamente

Se usada incorretamente, entretanto, se torna muito destrutiva.
Para dizer de uma maneira mais clara, não é muito como se você usasse a sua mente erroneamente você geralmente não a usa de maneira alguma. 
Ela que te usa. Esta é a doença. Você acredita que você é sua mente. Esta é a ilusão. O instrumento tomou conta de você.

18) A preocupação é uma perda de tempo.

A preocupação parece necessária mas não serve a propósito algum.

19) Você é mais do que a sua mente

Em nível profundo você já está completo.
Quando você percebe isto, existe uma energia prazerosa por trás de tudo que você fizer.

Estar identificado com sua mente é estar preso no tempo: a compulsão de viver quase exclusivamente através da memória e da antecipação.

Conhecer a si mesmo como ser por baixo do pensador, a calma por baixo do barulho mental, o amor e o prazer por baixo da dor, é liberdade.

Tédio, raiva, tristeza, medo não são estados seus, não são pessoais. Eles são condições da mente humana. Eles vêm e vão. Nada do que vem e vai é seu.

20) A libertação do animal racional

O começo da liberdade é a percepção de que você não é “o pensador”. 
O momento em que você começa a observar o pensador, um nível mais elevado de consciência se torna ativo. 
Você então começa a perceber que existe um vasto campo de inteligência além do pensamento, que o pensamento é apenas um pequeno aspecto da sua inteligência.

Você também começa a perceber que todas as coisas que realmente importam beleza, amor, fertilidade, contentamento, paz interior aparecem além da mente. Você começa a acorda
StelaLeCocq

sexta-feira, 19 de junho de 2015

APRENDER A SE ACEITAR


“Cada pessoa é uma ilha em si mesma, em um sentido muito real, e só pode construir pontes em direção a outras ilhas se efetivamente desejar ser ele mesmo e estiver disposto a se permitir.” 
(Carl Rogers).

Você se permite ser você mesmo?

Viver de maneira consciente pode ser difícil quando os fatos que devemos enfrentar têm a ver com nós mesmos.

Talvez gostemos mais de uma parte do nosso corpo do que de outra, assim como temos traços da nossa personalidade que podem nos agradar e outros que não. Essa situação nos impulsiona, às vezes, a escapar, rejeitar ou negar certos aspectos de nós mesmos.

Mas como aceitar aqueles traços e aspectos dos quais não gostamos de uma maneira completa e sem reservas?
Nathaniel Branden, psicoterapeuta canadense, sugere que digamos a nós mesmos a seguinte frase:

“Sejam quais forem os meus defeitos ou imperfeições, eu me aceito sem reservas e por completo.”

E que, além disso, sejamos conscientes de que aceitar não implica gostar, ou que não desejemos mudanças ou melhoras. 
Aceitar significa experimentar a realidade de nós mesmos sem nenhum tipo de negociação ou rejeição, rendendo-nos, portanto, à realidade.

Começaremos, com o tempo, a nos sentir mais cômodos com nós mesmos.

No geral, nossa força aumenta quando não combatemos constantemente a realidade, já que o nosso medo não desaparecerá aos gritos, nem, muito menos, porque rejeitamos a nós mesmos. 
Mas podemos experimentar uma atitude de aceitação e, posteriormente, de mudança, já que a aceitação plena e sincera tende a fazer desaparecer com o tempo os sentimentos negativos desagradáveis.

Não adianta dizer a uma vítima do medo que relaxe, pois nesse momento ela não saberá transformar esse conselho em conduta. 
Mas se lhe aconselharmos que respire suave e profundamente ou que imagine como se sentiria se não tivesse medo, estaremos lhe propondo algo executável, por meio do qual ela possa começar a se abrir para o medo e compreendê-lo, para finalmente enfrentá-lo.
A importância de se aceitar

Aceitar a nós mesmos não significa que não queremos mudar ou evoluir porque pensamos que já somos suficientes nos diversos aspectos da nossa vida, mas sim que iremos nos concentrar naquilo que amamos em nós mesmos. 
Seremos, ao mesmo tempo, conscientes daquilo que não gostamos, podendo começar a mudar. 
De fato, a auto aceitação é a condição prévia para a mudança, já que, somente quando aceitamos o que somos e o que sentimos, nos permitimos ser conscientes das nossas escolhas e ações. 
Um velho provérbio expressa isso dizendo muito bem:
“O que se resiste, persiste. 
Somente quando começamos a aceitar a situação muda.”
Aceitar-nos como somos é aceitar que aquilo que pensamos, sentimos e fazemos são expressões do nosso eu, no momento em que as coisas acontecem.

Lembre-se: 
Quando lutamos contra um bloqueio, este não se abate, mas se faz mais forte. 
Mas quando o reconhecemos e aceitamos, ele começa a desaparecer. 
Não podemos superar algo cuja realidade seja negada por nós.

A mente é maravilhosa

segunda-feira, 15 de junho de 2015

O FUNDO DO POÇO É O MELHOR LOCAL PARA FAZER UM RETIRO EXISTENCIAL...


Temos medo de chegar ao fundo do poço e, mais do que isso, temos medo de ficarmos estagnados no fundo do poço. Vivemos tentando evitar chegar nele porque existe uma consciência comum de que quem o alcança não sairá dele tão facilmente. 
Será?
Mas o que é o fundo do poço?

Temos tanto medo dele que até evitamos pensar nele. Para mim, chegar ao fundo do poço pode ser uma desistência em massa. Uma parada brusca, uma desaceleração. Um intervalo. Uma necessidade de voltar ao ponto zero e ficar ali por um tempo.

Chegar ao fundo do poço pode ser um cansaço que vem se acumulando na alma e cavando um buraco fundo onde são depositados aqueles sentimentos que não tivemos tempo de encarar e lidar na nossa alucinada maratona de matar um leão por dia.

O fundo do poço é um depósito de nós mesmos, um porão que nunca entramos, onde vamos jogando tudo aquilo que ainda não pudemos nos desfazer e desapegar, tudo aquilo que deixamos pra pensar e resolver depois. Todos aqueles sentimentos ‘inúteis’ e ‘feios’, que se ficarem habitando cotidianamente nossa alma, nos travam o rápido caminhar. 
Então tomamos a decisão mais fácil, tira-los da vista. Vão para o porão da alma, vão para o fundo do poço.

Ninguém quer chegar ao fundo do poço, ninguém quer passar um bom tempo no fundo do poço, ninguém quer mostrar ao mundo seu fundo do poço. A vida é tão curta, queremos mostrar ao mundo o que em nós é jardim e casa arrumada, os ambientes sorridentes, bem iluminados e arejados, festivos. Aprendemos desde cedo a cimentar os nossos próprios porões, a trancar a sete chaves e esquecer o acesso. Temos vergonha de dar qualquer pista de que estamos perto do fundo do poço e temos pavor de pensar em perder algum tempo de vida nesse lugar mofado, escuro, cheio de entulhos e fantasmas.

Se por qualquer motivo, a vida traz à tona nosso fundo do poço, nossa primeira reação é querer disfarçar e sair dali o quanto antes. Queremos pegar impulso e voltar para a nossa incessável engrenagem diária, voltar a nos encaixar, voltar a sermos bonitos, bem resolvidos, como todo mundo. 
Queremos recuperar o equilíbrio.
Por que temos tanto medo do fundo do poço?

Temos medo do desconhecido, queremos percorrer apenas as estradas mapeadas. Ao invés de tentarmos sermos mais humanos, empáticos, profundos com esses nossos lados, fingimos que eles não existem. Marginalizamos o que em nós é obscuro e insólito. Tudo que é desconhecido nos causa medo. 
Não queremos sentir medo e nem causar medo. 
Então seguimos nas nossas velhas estradas rasas e pavimentadas.

Temos medo também do nosso próprio silêncio. Falamos muito de tudo e de todos o tempo todo para não deixarmos nosso pensamento escutar os ecos de nossa alma. Sabemos falar sobre tudo, mas não sabemos expressar o que em nós é grande e misterioso. E no nosso fundo do poço, o silêncio grita. E temos medo de escutá-lo. Temos medo das verdades que nossos silêncios trazem.

Além disso, temos medo de mostrar ao mundo que estamos no fundo do poço. Não aceitamos admitir que não queremos mais participar da maratona de matar um leão por dia, que fraquejamos, que perdemos, que estamos frustrados, que precisamos de um bom tempo sozinhos para processar e limpar o velho porão cheio de sentimentos mofados e mal cheirosos que se não forem organizados em algum momento, deteriorarão nossa alma. Temos vergonha social de admitir nosso fundo do poço.

E, finalmente, temos medo também de nunca mais sairmos dele. Temos medo de não conseguirmos voltar, de não termos forças para enfrentar tudo, temos medo de ficarmos para trás, de perdermos tempo, e de perdermos a vida. Presos e estagnados num porão que parou no tempo.
Temos tantos medos!

Engraçado, temos medo de perder tempo e de perder a vida. Mas, perder um pedaço do que somos realmente, mesmo que feio, mesmo que sombrio, é viver por inteiro?
Queremos seguir a vida apenas com nossas vitórias estampadas na nossa fachada.

Ao encobrir nosso fundo do poço, enganamos o mundo, mas ele continua grande e profundo em algum esconderijo de nós mesmos.
É… mas e se aceitamos ficar um tempo no fundo do poço?

E se olharmos para os medos e aprendermos a encarar a nós mesmos de frente? 
E se concordarmos em permanecer quietos e silenciosos depois que tudo se esgotou 
(amor, trabalho, dinheiro)? 
E se ao invés de sairmos correndo procurando outro amor, trabalho, dinheiro, esperarmos um pouco, escutarmos o silêncio?

E se ousarmos usar o fundo do poço para fazer um retiro existencial? 
Quase como um templo de meditação, fecharmos as janelas para o mundo e tentarmos ouvir essas versões clandestinas de nós mesmos.
E se aprendermos a aceitar o que em nós parecia inaceitável?

Já que o fundo do poço é onde tudo se esgotou, não temos mesmo nada mais a perder. 
Então nos demoremos um pouco nele!
Pode ser que percebamos que o que eram fantasmas aterrorizadores são, na verdade, uma grande parte do que nos constitui.

Sair rapidamente do fundo do poço pode significar voltar para o mesmo velho caminhar. 
E tudo pode tornar a ficar razoavelmente bem, na medida em que continuarmos nos equilibrando entre cavar e camuflar buracos.

Ficar um tempo no fundo do poço pode significar encontrar riquezas escondidas, mapas de tesouro, caminhos alternativos e verdades ocultas. 
E aí poderemos voltar a superfície sem ajuda de escadas e esforços de impulsos, porque teremos desenvolvido asas.

Clara Baccarin

domingo, 14 de junho de 2015

Espelhos da alma


Como expectadores da vida alheia, julgamos diariamente os gestos e atitudes do nosso próximo. Quem diz que nunca julga, não é honesto consigo mesmo. 
Quando fazemos um comentário, qualquer que seja, estamos julgando. Cada vez que exprimimos uma opinião pessoal sobre alguma coisa, fato ou alguém, estabelecemos um julgamento, justo ou injusto. 
E quando somos nós o centro da platéia, pedimos clemência, tolerância, imploramos interiormente para que se coloquem no nosso lugar e tentem entender nossas ações ou reações.

Colocar-se no lugar do outro para entendê-lo, seria entrar no seu coração e alma, sentir suas emoções, vestir sua pele. Impossível. 
Cada um de nós é único e mesmo aquelas pessoas que mais amamos não nos transferem suas dores tais e quais. Sentimos sim, quando sofrem, mas por nós, porque nossa própria alma se entristece.

Deveríamos, todos, possuir um espelho da alma, para que pudéssemos nos olhar interiormente antes de julgarmos outras pessoas. 
Sentiríamos, provavelmente, vergonha dos nossos pensamentos. Por que nosso próximo é tao exposto às imperfeições, falhas, pecados, más ou boas decisões, quanto nós. 
Se houvesse uma câmera capaz de revelar aos outros nossos pensamentos diários, iríamos estar sempre fugindo dela. 
Por quê? 
Porque ante a possibilidade de que seja revelado nosso eu, seríamos muito mais honestos conosco. 
Isso nos tornaria, talvez, mais tolerantes e mais humildes.

Quando alguém sofre porque está atravessando por um caminho pedregoso, dói nessa pessoa não somente a passagem por esse caminho, mas também o olhar dos outros, que condenam sem piedade, as línguas que ferem mais profundamente que facas e punhais.

As pessoas que esquecem facilmente que tiveram um passado que, mesmo se correto, nunca foi um lago de água transparente, porque puras, só as criancinhas. 
E ninguém pode dizer o que virá amanhã, se houver amanhã.

Ninguém está ao abrigo das chuvas repentinas da vida, das torrentes que podem levar tudo, dos males que podem atingir o corpo, às vezes a mente. 
Apenas um minuto e tudo pode se transformar.

Então... melhor exercer a tolerância, a bondade, a compaixão, antes de julgarmos se outros estão certos ou errados, se têm ou não razão.

E quando a tentação for grande de olhar o que se passa com outros, bom mesmo é se lembrar do espelho que deveria retratar nossa imagem interior que pediria, certamente, compreensão.

E como não sabemos o que o amanhã nos reserva, vivamos o dia de hoje com sabedoria, coração amoroso para com o próximo e olhar voltado para o Alto.

Letícia Thompson

sexta-feira, 5 de junho de 2015

Provação e Aprendizado


Quando a dor nos bate à porta e enche de sombras nossa vida costumamos chorar ou nos desesperar.
Abatidos, olhamos em torno e invejamos os felizes do mundo:
Os que têm riquezas, os que aparentam não ter preocupações, os que têm saúde ou família perfeitas.
Nessas horas de provação lamentamos e choramos.
Raras vezes aproveitamos a ocasião para meditar e retirar aprendizados.
Muitas vezes, aqui na Terra, as preocupações da vida material nos cegam. Ficamos tão aflitos com o que haveremos de comer ou de beber que esquecemos de que temos Deus, um Pai amoroso que cuida de todos nós.


Acredite:
Ninguém está esquecido por esse Pai amoroso e bom, que faz nascer o sol sobre bons e maus, que faz cair Sua chuva sobre justos e injustos.


Muitas vezes nos perguntamos:
Por que isso aconteceu comigo?
A pergunta deveria ser diferente:
Para quê isso aconteceu comigo?
Sim, toda e qualquer experiência sofrida ou feliz traz um aprendizado importante.
São momentos que vão enriquecer nossa alma.
Deus não brinca com as nossas vidas. 

E se Ele permite que certas coisas aconteçam conosco é porque há um objetivo útil e importante para nós.

Faça uma retrospectiva:
Observe os momentos difíceis de sua existência. 
Cada um deles trouxe algo de novo, um aprendizado especial. Cada lágrima acrescentou sabedoria, experiência, um novo olhar sobre a vida.

A doença, por exemplo, nos ensina a valorizar a saúde, a cuidar melhor do corpo. 

A pobreza nos revela a importância do trabalho e do esforço pessoal. 
A família difícil nos oferece a lição da tolerância.
Enfim, as privações nos ensinam a ser mais sensíveis perante o sofrimento alheio. 


Essas lições são interiorizadas:
Nós as guardaremos para sempre.
Na verdade, as dificuldades são advertências que a vida nos apresenta, alertas sobre nossas atitudes perante o próximo.
Se algo ruim nos ocorre, vale a pena se perguntar: 


O que posso aprender com isso?
Como posso melhorar a partir desse episódio?
Mas, atenção: 

Nada disso significa que devemos cultuar a dor. 
Nada disso! 

Bem sofrer não significa cultivar o sofrimento, ser conformista ou agravar as dores que sofremos.
Bem sofrer significa enfrentar as situações com fé e coragem, alimentar a esperança enfrentando as situações com serenidade.
Assim, busque soluções, lute por sua felicidade.
Mas faça tudo isso com tranquilidade.
Quando desabarem sobre você as tempestades da vida, não se entregue à revolta destruidora.
Silencie, ore e procure descobrir o aprendizado oculto que a situação traz.

Acredite:
Por mais amarga seja a experiência, os frutos desse aprendizado jamais se perderão e eles poderão nos tornar mais sábios e generosos.
Por isso, cada vez que as lágrimas visitarem seu rosto, erga os olhos para o céu e agradeça.
Nas suas orações, peça a Deus a força necessária para superar o momento difícil e a inspiração para encontrar soluções.


E Deus, que nos ama tanto, não deixará de atendê-lo na medida de suas necessidades espirituais.
Quando o momento difícil passar, você se sentirá bem melhor se não tiver de lembrar que se entregou ao desespero, que gritou e se debateu.
Em geral, a solução está bem próxima. 

Se estivermos transtornados de medo ou desespero, será mais difícil resolver o problema. 
Com calma, logo poderemos ver a luz no 
fim do túnel.
Pensem nisso!

Redação do Momento Espírita